Relações internacionais
Relações internacionais
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A série sobre Política
* Política por país
* Economia política
* História política
História da ciência política
* Filosofia política
* Ciência política
Relações internacionais
Política comparativa
* Administração pública
Burocracia
Adhocracia
* Separação dos poderes
Executivo
Judiciário
Legislativo
* Soberania
* Soberania popular
* Teorias do comportamento político
Sub-séries de política
* Eleições
Sistemas eleitorais
Voto
* Federalismo
* Formas de governo
* Ideologia
* Campanha eleitoral
* Partidos políticos
Portal de Política
ver • edite
As Relações Internacionais (RI ou REL - ou ainda chamado de Relações Exteriores) visam ao estudo sistemático das relações políticas, econômicas e sociais entre diferentes países cujos reflexos transcendam as fronteiras de um Estado, i.e., tenham como locus o sistema internacional. Entre os atores internacionais, destacam-se os Estados, as empresas transnacionais, as organizações internacionais e as organizações não-governamentais. Pode se focar tanto na política externa de determinado Estado, quanto no conjunto estrutural das interações entre os atores internacionais.
O campo de estudo das RI é caracteristicamente multidisciplinar, dialogando, entre outras disciplinas, com a Ciência Política, a Economia, a Filosofia, o Direito, a Geografia,a História, a Sociologia e a Antropologia. Não é pacificado na Academia a existência das RI como disciplina independente - especialmente em países anglófonos, onde é usualmente considerado um ramo da Ciência Política.
Índice
[esconder]
* 1 Construção do Campo de Estudo
* 2 Teoria
* 3 Novos temas e perspectivas nas R.I.
* 4 Referências bibliográficas
* 5 Ver também
* 6 Ligações externas
* 7 Referências
[editar] Construção do Campo de Estudo
As Relações Internacionais surgem como um domínio teórico da Ciência Política no período imediatamente posterior à 1ª Guerra Mundial. Usualmente, se reporta ao Royal Institute of International Affairs[1], fundado em 1920, o pioneirismo no estudo exclusivo às relações internacionais. No mesmo período, a London School of Economics inauguraria um Departamento de Relações Internacionais, que posteriormente seria importante para a construção de teorias da escola inglesa de relações internacionais. O primeiro programa de Doutorado em Relações Internacionais do Brasil foi criado em 2001 pela PUC-Rio[2]. Já o primeiro curso de Graduação em Relações Internacionais do Brasil foi criado em 1974, na Universidade de Brasília[3].
[editar] Teoria
Posteriormente, desenvolver-se-iam estudos focados na ação estratégica dos Estados no intuito de conservarem e ampliarem seu poder, tendo como elemento empírico de análise essencialmente a ação diplomática e bélica dos países modernos. Esses fatores ganham relevância principalmente devido ao contexto histórico: os estudos que inauguram as R.I. como disciplina autônoma se dão durante a Guerra Fria, e seus teóricos mais eminentes dissertam em universidades americanas; de modo que o pensamento internacional daquela época refletia a doutrina política seguida pelo governo americano desses tempos. Denominou-se escola realista o grupo de acadêmicos que seguiu essa linha de pesquisa, e de Realismo sua concepção teórica. Desta corrente, destacam-se Kenneth Waltz e Hans Morgenthau.
Mais a frente, com o desenvolvimento do capitalismo no mundo liberal, consequência da tendência que se firmara a partir da dec. de 1960 no então-chamado "Primeiro Mundo" para a internacionalização dos fluxos de capitais rumo aos espaços econômicos periféricos; conjuntura que se configurava com a proeminência do capital americano na economia internacional, surgem teóricos que questionam a validade das concepções realistas sobre as relações políticas entre os Estados inseridos no sistema internacional, que, segundo estes, baseava-se fundamentalmente na anarquia.
Esses teóricos, que viriam a ser denominados membros da escola liberal, alegavam que a crescente interdependência econômica entre os países, potencializada pelos avanços tecnológicos das telecomunicações, tornariam cada vez mais dispendioso o conflito. Os liberais indicavam a progressiva consolidação de regimes jurídicos internacionais, por meio das organizações supranacionais, bem como o aumento - considerado por eles irreversível - da autonomia de atores transnacionais - notadamente as empresas multinacionais - como fatores empíricos de uma inflexão no modus operandi do sistema internacional. Destacam-se desta escola teórica Robert Keohane e Joseph Nye.
O Liberalismo e o Realismo consolidaram-se, ao longo das décadas do sec. XX, como as principais correntes teóricas nos estudos internacionais. Ambas as correntes derivariam novos debates, a partir da revisão de seus conceitos em novos quadros analíticos. Nos anos 1980, originar-se-iam dessas discussões as correntes neorrealista e neoliberal.
[editar] Novos temas e perspectivas nas R.I.
Para além dessas visões sobre a teoria internacional, têm surgido uma variedade de novas temáticas nos estudos internacionais, que abordam desde questões já consolidadas em outros campos do saber - como a Economia Política Internacional - a questões consideradas totalmente novas, urgindo uma revisão completa de paradigmas - como as questões ambientais e feministas, por exemplo. Muitas dessas novas discussões se pautam em conceitos e categorias de análise alternativos àqueles empregados tradicionalmente nos debates da mainstream.
A revisão da teoria marxista tem estado bastante presente no ramo "heterodoxo" da teoria econômica política das relações internacionais (assim como o neoclassicismo econômico nos desenvolvimentos "ortodoxos" da mesma, especialmente na figura de Charles Kindleberger e seus trabalhos sobre a Teoria da estabilidade hegemônica - por aparentemente contraditório que seja pensar em "Economia Política" e "Neoclassicismo") e, de uma maneira mais eclética, nas investigações ambientalistas.
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A série sobre Política
* Política por país
* Economia política
* História política
História da ciência política
* Filosofia política
* Ciência política
Relações internacionais
Política comparativa
* Administração pública
Burocracia
Adhocracia
* Separação dos poderes
Executivo
Judiciário
Legislativo
* Soberania
* Soberania popular
* Teorias do comportamento político
Sub-séries de política
* Eleições
Sistemas eleitorais
Voto
* Federalismo
* Formas de governo
* Ideologia
* Campanha eleitoral
* Partidos políticos
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As Relações Internacionais (RI ou REL - ou ainda chamado de Relações Exteriores) visam ao estudo sistemático das relações políticas, econômicas e sociais entre diferentes países cujos reflexos transcendam as fronteiras de um Estado, i.e., tenham como locus o sistema internacional. Entre os atores internacionais, destacam-se os Estados, as empresas transnacionais, as organizações internacionais e as organizações não-governamentais. Pode se focar tanto na política externa de determinado Estado, quanto no conjunto estrutural das interações entre os atores internacionais.
O campo de estudo das RI é caracteristicamente multidisciplinar, dialogando, entre outras disciplinas, com a Ciência Política, a Economia, a Filosofia, o Direito, a Geografia,a História, a Sociologia e a Antropologia. Não é pacificado na Academia a existência das RI como disciplina independente - especialmente em países anglófonos, onde é usualmente considerado um ramo da Ciência Política.
Índice
[esconder]
* 1 Construção do Campo de Estudo
* 2 Teoria
* 3 Novos temas e perspectivas nas R.I.
* 4 Referências bibliográficas
* 5 Ver também
* 6 Ligações externas
* 7 Referências
[editar] Construção do Campo de Estudo
As Relações Internacionais surgem como um domínio teórico da Ciência Política no período imediatamente posterior à 1ª Guerra Mundial. Usualmente, se reporta ao Royal Institute of International Affairs[1], fundado em 1920, o pioneirismo no estudo exclusivo às relações internacionais. No mesmo período, a London School of Economics inauguraria um Departamento de Relações Internacionais, que posteriormente seria importante para a construção de teorias da escola inglesa de relações internacionais. O primeiro programa de Doutorado em Relações Internacionais do Brasil foi criado em 2001 pela PUC-Rio[2]. Já o primeiro curso de Graduação em Relações Internacionais do Brasil foi criado em 1974, na Universidade de Brasília[3].
[editar] Teoria
Posteriormente, desenvolver-se-iam estudos focados na ação estratégica dos Estados no intuito de conservarem e ampliarem seu poder, tendo como elemento empírico de análise essencialmente a ação diplomática e bélica dos países modernos. Esses fatores ganham relevância principalmente devido ao contexto histórico: os estudos que inauguram as R.I. como disciplina autônoma se dão durante a Guerra Fria, e seus teóricos mais eminentes dissertam em universidades americanas; de modo que o pensamento internacional daquela época refletia a doutrina política seguida pelo governo americano desses tempos. Denominou-se escola realista o grupo de acadêmicos que seguiu essa linha de pesquisa, e de Realismo sua concepção teórica. Desta corrente, destacam-se Kenneth Waltz e Hans Morgenthau.
Mais a frente, com o desenvolvimento do capitalismo no mundo liberal, consequência da tendência que se firmara a partir da dec. de 1960 no então-chamado "Primeiro Mundo" para a internacionalização dos fluxos de capitais rumo aos espaços econômicos periféricos; conjuntura que se configurava com a proeminência do capital americano na economia internacional, surgem teóricos que questionam a validade das concepções realistas sobre as relações políticas entre os Estados inseridos no sistema internacional, que, segundo estes, baseava-se fundamentalmente na anarquia.
Esses teóricos, que viriam a ser denominados membros da escola liberal, alegavam que a crescente interdependência econômica entre os países, potencializada pelos avanços tecnológicos das telecomunicações, tornariam cada vez mais dispendioso o conflito. Os liberais indicavam a progressiva consolidação de regimes jurídicos internacionais, por meio das organizações supranacionais, bem como o aumento - considerado por eles irreversível - da autonomia de atores transnacionais - notadamente as empresas multinacionais - como fatores empíricos de uma inflexão no modus operandi do sistema internacional. Destacam-se desta escola teórica Robert Keohane e Joseph Nye.
O Liberalismo e o Realismo consolidaram-se, ao longo das décadas do sec. XX, como as principais correntes teóricas nos estudos internacionais. Ambas as correntes derivariam novos debates, a partir da revisão de seus conceitos em novos quadros analíticos. Nos anos 1980, originar-se-iam dessas discussões as correntes neorrealista e neoliberal.
[editar] Novos temas e perspectivas nas R.I.
Para além dessas visões sobre a teoria internacional, têm surgido uma variedade de novas temáticas nos estudos internacionais, que abordam desde questões já consolidadas em outros campos do saber - como a Economia Política Internacional - a questões consideradas totalmente novas, urgindo uma revisão completa de paradigmas - como as questões ambientais e feministas, por exemplo. Muitas dessas novas discussões se pautam em conceitos e categorias de análise alternativos àqueles empregados tradicionalmente nos debates da mainstream.
A revisão da teoria marxista tem estado bastante presente no ramo "heterodoxo" da teoria econômica política das relações internacionais (assim como o neoclassicismo econômico nos desenvolvimentos "ortodoxos" da mesma, especialmente na figura de Charles Kindleberger e seus trabalhos sobre a Teoria da estabilidade hegemônica - por aparentemente contraditório que seja pensar em "Economia Política" e "Neoclassicismo") e, de uma maneira mais eclética, nas investigações ambientalistas.
